Não é por nada

Uma anedota:

Um sobrevivente de Auschwitz morre, chega ao céu e conta a Deus uma anedota sobre o Holocausto. Deus comenta: «Isso não tem piada.» Responde o sobrevivente: «Ah, tinha de ter estado lá.»

Uma notícia:

«O ministro Luís Filipe Castro Mendes considerou que o forte de Peniche trará um “turismo cultural muito importante” e que os números das visitas a este tipo de monumentos mostram que “existe um turismo especializado e que a visita a um Museu da Resistência e da Liberdade terá como é a visita a museus idênticos que há por esse mundo e lugares de memória, desde Auschwitz a outros.”»

Longe de mim sugerir ao senhor ministro da Cultura o mesmo: ter experimentado Auschwitz e Peniche para perceber a diferença (no grau, na natureza, na ordem de grandeza, etc.) Até porque, objectivamente, o senhor ministro não comparou coisíssima nenhuma. Certo. Mas convém não dar ares de leviano. Convém ter algum cuidado com os contextos subjacentes ao que se diz. Não é por nada.

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One thought on “Não é por nada

  1. gato, claro diz:

    Só para saudar o seu re-aparecimento. Há um ano que tinha ‘arrumado’ o site entre aqueles ‘moribundos’.

    Muito bem, no seu estilo elegante.

    ea

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