Estou maravilhado

Instigado a comentar as declarações de Jerónimo de Sousa, escutei, há minutos, o Dr. Manuel Alegre num pungimento de fazer chorar as pedrinhas da calçada. No meio do bric-à-brac político-ideológico em curso, as cenas remetem para um clássico português: primos desavindos por causa da herança de uma tia sovina ou da deficiente partilha de um poço em terrenos contíguos, reencontram-se, ao fim de décadas, para pôr fim à contenda que ditou o corte e alimentou a acrimonia, o ressentimento e o desprezo. A prole de ambos pode, finalmente, conhecer-se, abraçar-se e alambazar-se ao lanche. Resta saber quando e quem fará o papel do cônjuge desconfiado e astuto que, a seu tempo, assinalará a falha e desmascará a farsa.

Até lá, temos festa.

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