Se num dia de Primavera um espertalhão

A 6 de Setembro de 2014, a propósito de um evento de exaltação do candidato babush onde o senhor João ‘não consegui à primeira nem à segunda’ Botelho se referiu amiúde «ao Costa e ao Zé Sá Fernandes», escrevi: «a trupe da cóltura ainda não se deu conta de que não vai poder esperar muito do doutor Costa, quando este ocupar o alopécio cargo. A conclusão é trágica: a aritmética não quer nada com a Cultura.»

A 6 de Setembro de 2014, Portugal vivia sob o jugo do terrível doutor Passos Coelho. O doutor Costa, vá-se lá saber porquê, acalentava ganhar as eleições. Na sua triunfal marcha rumo à glória, beberricava na teta da ilusória generosidade da intelligentsia portuguesa, nidificada no Portugal aparente da prodigalidade dissimulada do «político de esquerda». Asinus asinum fricat. Centeno? Ninguém o era. Cativações? Um mistério. Jornada de luta nas matas? Que ideia absurda. Tancos? Uma fortaleza inexpugnável.

Passados três anos, sete meses, uma derrota eleitoral, um regime austeritário transgénero e um novo conceito de carga fiscal, o doutor Costa espantou-se. Vá-se lá saber porquê.

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